Sergio Neumann

Aqui expresso as minhas opiniões pessoais.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Quissamã - RJ

Sergio Neumann
Em visita a cidade de Quissamã, interior do Estado do Rio de Janeiro, Ana Beatriz e eu tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais da História do Brasil. Passeamos por várias fazendas ainda do ciclo da cana de açúcar. Foram grandes alegrias e algumas tristezas, estas ficaram por conta do abandono em que se encontram alguns casarões do século XVIII e XIX, verdadeiros crimes cometidos contra o património histórico brasileiro.
Fomos muito bem recebidos pelos proprietários da "Norte Fluminense Viagens e Turismo, o casal, Nilza e Lúcio, por quem fomos convidados a dar uma palestra sobre associativismo para um grupo de Guias da região. O casal nos deu toda a infra-estrutura para conhecermos o município e ainda nos prestigiou com a sua compania durante o fim de semana, que sem dúvida nos marcou e deixou saudades.

Quissamã oferece um belo conteúdo histórico, com seus belos casarões e solares do século XIX, a cidade tem seu ponto culminante na visita a "casa de Quissamã", antiga residência do Visconde de Araruama, onde o próprio imperador, D. Pedro II, se hospedou em 1847, por ocasião da inauguração do canal Campos-Macaé, canal este feito com mão de obra escrava, construído para o escoamento da cana de açúcar da região de Campos. Considerado o segundo maior canal do mundo, ele foi custeado pelo governo imperial.

Compete em pé de igualdade na visitação a Quissamã, o Espaço Cultural de D. Heleninha, um verdadeiro acervo da história local, onde todo e qualquer visitante pode ficar sabendo do mais simples ao mais importante acontecimento de Quissamã, desde a sua fundação, ocorrida no século XVII.

Quissamã é lugar lindo, e nos oferece belas paisagens como no Parque Jurubaitiba e Barra do Furado, este ultimo é onde se encontra o melhor hotel da cidade, o Hotel Tuyuyú.

Vale a pena visitar!

A ruina acima é o que em outras épocas foi o Solar da Baronesa de Loreto, filha de Duque de Caxias, mas que não mereceu atenção e nem mesmo um olhar das nossas autoridades. É uma pena saber que o IPHAN só pensa em ganhar dinheiro, eu achei que ele era para preservar o nosso patrimonio. Agora vejo que estava enganado.