Sergio Neumann

Aqui expresso as minhas opiniões pessoais.

domingo, 24 de julho de 2011

Não me doutrinem

Quando a crença oculta a hipocrisia...
Andando pela cidade, com suas belas ruas e avenidas, Koeler, Ipiranga, Duchas, Piabanha... Lugares bucólicos e que, por seu ar de nobreza, com seus requintes de contos de fadas, é fácil uma viagem surreal aos primórdios de minha querida Petrópolis.
Acompanhando um grupo, coeso, bonito, daqueles tipo: gente boa reunida, eu presenciei um ato interessante e que me tocou profundamente.
Não sou religioso, e nem quero ser. Meus conceitos do universo não me deixam brechas para crer em algo inferior ao poder universal.
Este grupo, com belas pessoas, felizes e cantando pelas ruas, demonstrando assim sua alegria, tentavam de todo e qualquer forma me fazerem crer em um Jesus Cristo, que foi morto e crucificado pelos homens. Bem, até ai, tudo bem. Eu já li e re-li a bíblia algumas vezes, meu TCC foi sobre as "influencias da inquisição no nosso dia-a-dia, e para escrever tal coisa, além de o Martelo da Bruxas ( de Sto. Agostinho), Biografias como a de Dominic Gúzman (fundador da Ordem dos Dominicanos) Templários, Concilio de Trento, de Niceia e Vaticanos I e II, eu tive de pesquisar muito no antigo e no novo testamento. Sempre que eu fazia tais pesquisas, eu me debatia com uma frase dita pelo Nazareno - "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Em tal frase, ele não citou nomes, porém, quando vejo algumas atitudes do povo, eu acho que ele não falou o nome de ninguém mas, ele deve ter apontado e assim, os evangelistas esqueceram de escrever sobre esse detalhe.
Mas o que me choca de fato, o que me intriga e chega mesmo a me fazer refletir é: Porque uma multidão entra em templos, católicos, evangélicos, sei lá mais onde e se prostram diante de um cara que tentou de todas as formas possíveis e impossíveis, fez vários e vários milagres, ressuscitou um morto, era cabeludo, se vestia com trapos, não fazia a barba e sequer tinha onde morar, não tinha dinheiro, muito menos quiçá uma carruagem com belos adornos. Porque quando passam, este povo que tanto diz adora-lo, porque quando passa por um mendigo, que também nada tem, sim, ele é igualzinho ao homem de Nazaré, duro, pobre, sem teto, sem carrões, sem comida, é um pedinte como Cristo foi também, ou alguém acredita que ele não sentia fome?, sede? frio? Ah, talvez alguém ache que quando ele tinha fome, ele fazia uma oração e derrepentemente assim do nada, aparecia um motoboy levando um BigMac e um coca-cola pra ele né?
Não tentem me doutrinar, doutrinem-se melhor primeiro. Sou feliz por acreditar que Cristo, que Deus está em tudo o que me cerca e não apenas no belo.
Um belo domingo a todos e ao grupo, tão belo, puro e perfeito, com quem eu andei, que ao cruzarem por outro pedinte na rua outra vez, saibam que um dia o Cristo que vocês tanto adoram, ele também comeu e bebeu da comida que alguém lhe deu, ele também pediu...

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