Nunca julgamos aqueles a quem amamos.
O amor...
O amor não é cego, muito menos dócil. Se fosse assim, nós não sofreríamos tanto por amor.
O amor exige, o amor requer, o amor mata! O amor é tudo e é nada ao mesmo tempo.
É uma chama ardente que nos faz viajar a um mundo de sonhos e depois nos joga em uma vastidão horrenda, onde, as vezes, nos sentimos melhor etilizados ao máximo do que simplesmente sóbrios e encarando de frente a nossa tristeza cinzenta marcada pala erupção silenciosa da dor da perda.
O amor é tudo e muito mais, é a falta e o excesso.
O amor é um estado torpe de insanidade que avassala o seu hospedeiro, mas que como em uma nuance de candura, quando parece não mais ter fim esta dor marcante, ele vem com sua boca a soprar uma leve brisa e amenizar o sofrimento se não com o único intuito de lhe preparar para a próxima etapa.
Mas o amor também é lindo, é tão belo que sua beleza as vezes nos confunde e nos faz sermos super-heróis.
O amor as vezes nos eleva, mas nunca nos prepara para a queda, que com certeza, cedo ou tarde, ela chegará, e trará com ela algumas bonificações.
O amor é tudo!
E como disse Sartre:
Mas se verdadeiramente a existência precede a essência, o homem é responsável por aquilo que é. Assim, o primeiro esforço do existencialismo é o de pôr todo homem no domínio do que ele é e de lhe atribuir a total responsabilidade da sua existência. E, quando dizemos que o homem é responsável por si próprio, não queremos dizer que o homem é responsável pela sua restrita individualidade, mas que é responsável por todos os homens."
Então concluo que os meus sentimentos nascem de mim e não de uma fonte divina, e sendo assim, cabe apenas a mim querer te-los ou não.



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