Uma estrada para...
...e eu não sei dançar, tão devagar pra te acompanhar! Dizia uma canção muito tocada nas rádios, nos anos 80.
Ao me lembrar desta letra, vi o quanto que ela se parece com o meu dia, com o meu momento atual, pois, as vezes eu também não sei ir devagar o suficiente para te acompanhar, as vezes penso em correr, quando ainda deveria estar engatinhando.
Os dias passam e a minha vontade de te ter em meus braços só fazem aumentar e as vezes isso dói. Dói tanto que meu peito fica comprimido e em um segundo insano, meus desejos sobem a garganta e me sufocam, deixando clara a vontade de bradar aos quatro ventos o que sinto, mas que no mesmo instante, aquela linha divisória que existe entre a razão e a insanidade parece ser mais forte e me chama de volta a realidade cruel da vida.
Isto só acontece porque ainda há um longo caminho a percorrer, dizem alguns sábios amigos meus, mas eles são céticos demais para compreenderem o que esta acontecendo.
O surrealismo as vezes é tão expressivo que supera a razão da existência ao tornar se parte integrante de uma vida onde a insanidade é confundida com o único objetivo presente dentro de meu peito, o desejo de viver cada segundo de minha vida junto a aquela que tem se apossado de meu coração, mas que as vezes penso não ser este o seu desejo, porém, os meus sentimentos dizem ao contrario e me influenciam em uma busca pelo graal, o meu graal.
Certo de nada ou duvidando de tudo, sigo alheio a tempestade que se acerca de minha alma e envolto pelo véu de minhas emoções, eu me protejo de baixo do escudo de minhas emoções, pois, somos ser humanos, vivemos e sentimos e sentir, ah, sentir é o que há de mais sagrado na vida e profano! pagão! seria não permitir sonhar com a realização de meus sentimentos.

...para você, Mel.



0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial