Sergio Neumann
Sou de um Gueto,
de branco e preto
não falo Keto nem Esperanto
nem me divirto mais tanto, tanto.
Sou honesto de brando canto
mas quando inflamo não me acalento
vou com o vento e se ouço um pranto
eu me estremeço e cresço tanto
que eu enfrento até jagunço
mas eu não deixo amigo meu!
Seja branco, seja preto
a cor divina alguém já a viu?
Há uma voz em meus ouvidos
se santa ou puta, eu não a julgo
Apenas ouço o seu lamento
e faço meus os desejos seus
De liberdade e de igualdade
A um povo triste que já sofreu
Então já chega de sacanagem
Com este povo aqui do Brasil
Amém
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